quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A baliza do Benfica

É bom que a imprensa comece a reconhecer a maior valia da equipa do Benfica esta época.
O analista Bruno Prata, no Público, diz:
O Benfica gastou quase 30 milhões de euros em reforços, boa parte deles de indiscutível qualidade. Mas não deixa de ser curiosa a circunstância de o papel mais relevante, até ao momento, estar a ser protagonizado por um jogador contratado a custo zero: o guarda-redes Artur. Algo que merece ser tanto mais relevado porquanto o que se discutia há um ano eram os 8,5 milhões que havia custado Roberto e os estragos que o guardião espanhol vinha fazendo na baliza benfiquista.
Artur é um guarda-redes experiente (30 anos), mas a serenidade que transmite não deve ter apenas a ver com a idade ou com a passagem por bons clubes brasileiros e pelo futebol italiano. Parece algo inato e tem tido uma dupla virtude: sossega as bancadas e dá tranquilidade à restante defesa. Claro que a entrada de Garay para o lado de Luisão também foi determinante para dar estabilidade ao sector, mas foi Artur a conseguir que os seus colegas se sentissem novamente seguros e à-vontade para arriscarem uma defesa alta, como se exige a uma equipa com as características do Benfica. Artur atenuou os estragos em Barcelos e foi quase sempre determinante nos resultados positivos frente ao Feirense, Nacional, Trabzonsport e Twente. Na Madeira, resolveu um lance perigoso logo ao sétimo minuto e foi ainda decisivo na reposição rápida da bola que permitiu a cavalgada e o golo de Bruno César.
Mais importante do que a liderança à condição, que contrasta com o início periclitante da época passada, salta à vista que o Benfica desta época tem mais e melhores armas, tanto no que respeita aos recursos humanos como à maneabilidade táctica (por muito que Jorge Jesus teime em dizer que o desenho táctico é sempre igual...). Tudo factores determinantes, como também é voltar a contar com um guarda-redes em que os colegas e os adeptos confiam...

Casa arrumada!

E no último dia do mercado de transferências, o Benfica colocou os excedentes, à excepção (até agora) de César Peixoto.
Confirmou-se a cedência do central Roderick ao Servette de João Alves e a de Urreta ao V. Guimarães.
Se é certo que as opiniões sobre o empréstimo de Urreta se dividem, no que diz respeito a Roderick existe unanimidade.
O jovem central português esteve uma época no plantel sénior em que pouco jogou e quando jogou, viu-se nitidamente que precisava de ganhar experiência e maturidade para poder ser uma opção séria no plantel do Benfica. Quem não se lembra do penálti infantil que cometeu no jogo com o Portimonense na Luz.
Quanto a Urreta, apesar de ter feito uma boa pré-época que deixou até Jorge Jesus com dúvidas por isso não foi dispensado há mais tempo, o que é certo é que ainda não está no ponto certo para jogar com frequência e não jogando não pode evoluir.
Infelizmente para ele a época passada foi praticamente perdida uma vez que na Corunha pouco jogou e depois foi acabar a época ao Uruguai (Peñarol) onde o ritmo de jogo é bastante inferior.
Considero que o Guimarães é o clube certo para ele, onde pode jogar e crescer como jogador, mais agora que o técnico se chama Rui Vitória, o mesmo que fez evoluir David Simão e Nélson Oliveira no Paços de Ferreira.
E o Peixoto? Vai ficar a treinar com os júniores?

Artur, o quase desconhecido

O guarda-redes Artur Moraes não era conhecido em Portugal antes de jogar no Braga e mesmo no Brasil quase só é conhecido pelos clubes por onde passou.
O clube de maior projecção onde jogou antes de rumar à Itália em 2006 foi o Cruzeiro, mas foi no Paulista, clube pequeno do Estado de São Paulo, que começou.

"O Artur está feliz da vida e isso está a reflectir-se em campo." A opinião é de Carlos Lima, treinador de guarda-redes do Paulista, que trabalhou com o número 1 do Benfica nas camadas jovens daquele clube brasileiro.
O técnico segue a carreira de Artur Moraes à distância mas não se mostra surpreendido com a afirmação do guarda-redes em Portugal, quer no Sporting de Braga quer agora no Benfica. "Para mim não é surpresa, pois mesmo aqui nas camadas jovens do Paulista já era um atleta muito precoce", adiantou Carlos Lima ao DN, que recordou a alcunha pela qual Artur ficou conhecido no clube onde se formou: "Ficou conhecido como Dino, por causa dos desenhos animados que passavam na altura na televisão, pois a forma dele andar fazia lembrar o dinossauro dessa série."

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um milhão? Nada mau

O argentino Franco Jara, jogador que aprecio sobretudo pela sua garra e velocidade, vai rodar um ano no Granada da 1ª Liga Espanhola.
Se por um lado tenho pena de o ver sair, por outro, talvez não seja má ideia visto que temos agora o Rodrigo e o Nélson Oliveira, além do Mora (?), pelo menos por enquanto, o que talvez o impedisse de jogar tantas vezes quantas as que jogou na época passada.
No Granada, certamente será titular e numa das melhores Ligas europeias vai evoluir concerteza e depois voltar ao Benfica, até porque renovou até 2016 e não tem opção de compra no contrato de empréstimo.
E o Benfica ainda vai receber 1 milhão. Não sei é quem lhe pagará os vencimentos. Espero que seja o Granada.

domingo, 28 de agosto de 2011

Entrevista a Nélson Oliveira

Nélson Oliveira, avançado do Benfica, foi considerado o segundo melhor jogador do Mundial sub-20. Em entrevista ao PÚBLICO, o jovem de 20 anos confessa que o prémio não o mudou e que é apenas “um rapaz que quer ser jogador”. E pede mais oportunidades para os jogadores portugueses.
Acabou de dizer aos seus colegas das camadas jovens do Benfica que ainda não é um jogador, mas um rapaz que quer ser um jogador. O que falta para se sentir um jogador?
Ainda me falta tanta coisa. Sou um rapaz de 20 anos. Tenho muito para evoluir. Como é lógico, todos os rapazes da minha idade não são jogadores feitos, estão em aprendizagem. Até aos 24 anos, estamos sempre a aprender. Só a partir dos 24 anos somos mais maduros e estáveis. Por isso disse que sou um rapaz em aprendizagem que quer ser jogador.

O facto de ser o segundo melhor jogador do Mundial sub-20 dar-lhe-á mais oportunidades?
Acho que sim. É um facto que me abre portas, que pode ser muito bom no futuro.

Isso ajudou-o a ficar no plantel no Benfica?
Não. Já tinha a confirmação de que iria ficar no plantel do Benfica antes de ir para o Mundial.

Os Mundiais de sub-20 revelam grandes jogadores, como aconteceu com Messi e Maradona, mas há outros que depois não se confirmam. Receber a Bola de Prata é uma responsabilidade extra?
Dá-me uma responsabilidade extra, mas é algo a que não vou dar importância. Ter recebido o prémio de segundo melhor jogador do Mundial em nada alterou a minha pessoa e a minha forma de pensar. Vou continuar a trabalhar da mesma forma e a tentar evoluir.

Quando regressaram do Mundial foram unânimes: os jovens portugueses não têm tantas oportunidades como deveriam. Por que acontece isto?
Não sei a que se deve isso. O Benfica está a tentar contrariar esse aspecto e está a apostar em jovens portugueses. Penso que daqui para a frente vai ser feita uma maior aposta em jovens portugueses.

No Benfica e noutros clubes, tem havido apostas em jovens estrangeiros de 18/19 anos, como Di María e James Rodríguez. Acha que há menos resistências em apostar em miúdos que vêm do estrangeiro do que na chamada prata da casa?
Esse é um facto. Tem vindo a ser assim até aqui, mas a partir de agora vai começar a haver maior aposta dos clubes em jogadores portugueses.

Entre muitas explicações, há quem diga que os campeonatos de juniores são pouco competitivos e que os jogadores portugueses se ressentem quando chegam aos seniores. Sentiu isso?
No meu segundo ano de júnior, tive oportunidade de jogar meia época na I Liga, no Rio Ave, o que foi muito bom para mim. Acho que isso pode ter alguma importância, daí ser importante o aparecimento das equipas B.

Nessa experiência no Rio Ave e depois na época passada, no Paços de Ferreira, sentiu dificuldades na adaptação ao futebol profissional?
Senti muito mais dificuldades no tempo do Rio Ave, porque no Paços de Ferreira aquilo já não era novo para mim. Já sabia que ia encontrar um ritmo e a uma competitividade diferentes.

Voltando ao Mundial, a selecção partiu incógnita para a Colômbia e regressou como vice-campeã. Foi uma bofetada de luva branca em quem não acreditava nesta selecção?
Não falo em bofetada de luva branca, porque não vejo as coisas dessa forma. É verdade que a maior parte das pessoas não acreditava na selecção e nós limitámo-nos a fazer o nosso trabalho. Fizemos um grande trabalho e demonstrámos que o jogador português tem qualidade e que deve ser levado em consideração.

Qual foi a maior lição deste Mundial?
Foi que os favoritos se vêem dentro de campo e não fora, nos jornais e na comunicação social.

Paulo Bento anunciou os convocados para o jogo com Chipre. Em algum momento pensou que poderia ser chamado para a selecção A e não para a sub-21?
Não estava à espera de ser convocado. A selecção A está muito bem servida em termos de pontas-de-lança. Ao contrário do que as pessoas dizem, temos dois bons pontas-de-lança, o Hugo Almeida e o Postiga, que têm dado boa conta do recado. Não me passava pela cabeça ser convocado.

Paulo Bento já disse que o Nélson será um jogador de futuro. Espera chegar em breve à selecção A?
Espero continuar a trabalhar para o mais rapidamente possível lhe dar razão. Espero um dia representar a selecção A. É um dos meus objectivos e um dos meus sonhos.

Isso só será possível jogando no Benfica. Olhando para a concorrência de Cardozo, Saviola e Rodrigo, acha possível ter bastantes oportunidades?
Vou trabalhar para que as oportunidades surjam.

E, se não surgirem, preferirá ser emprestado, para ganhar mais experiência?
É no Benfica que quero evoluir. Se jogar menos, tenho de trabalhar para jogar mais.

Começou a jogar com que idade?
Comecei com nove anos.

Era daqueles miúdos que andavam sempre a jogar futebol?
Sim. Era muito viciado no futebol. Sempre que estava em casa jogava futebol com os meus amigos, organizávamos jogos no ringue mais próximo. Jogávamos futebol a toda a hora, mesmo na escola, nos intervalos das aulas.

Teve alguma influência na família para jogar ou o gosto nasceu espontaneamente?
O meu pai sempre teve o bichinho do futebol. Desde cedo me comprou bolas de futebol quando ia às compras. O presente que me dava era sempre uma bola.

Quando veio para o Benfica aos 14 anos é verdade que houve interesse do Chelsea e de clubes portugueses como o FC Porto e o Sporting?
Falou-se nisso, mas nem estava preocupado, porque 14 anos é muito cedo para ir para fora. Não vejo qualquer sentido em um miúdo de 14 anos ir para o estrangeiro quando tem condições como estas para crescer como jogador no seu país de origem.

Quem são as suas grandes referências no futebol?
A minha principal referência é o Cristiano Ronaldo, porque, além de ser um grande jogador, tem uma capacidade de trabalho fantástica e, na minha opinião, é o melhor do mundo. Há outro jogador da minha posição de que gosto bastante, que é o Ibrahimovic.

Há pouco, recomendou aos jovens jogadores do Benfica que continuassem a estudar, porque a carreira no futebol pode não correr como eles imaginavam. O Nélson fez isso? Continua a estudar?
Estudei até ao 12.º ano. Agora quero levar isto (o futebol) mais a sério. Antes tinha mais a preocupação de fazer o 12.º ano, porque é importante. Daqueles miúdos que estavam no auditório nem todos vão ser jogadores, daí ser importante não descurar os estudos. É sempre mais uma opção que temos caso não singremos no futebol.

Se a carreira de futebolista não tivesse corrido bem, o que iria estudar?
Gosto da área de Desporto. Talvez fosse professor de Educação Física. Teria de pensar, caso tivesse optado pela escola.

Do que é que um rapaz de 20 anos tem de abdicar para ser futebolista profissional?
Tive de abdicar de algumas coisas. Os futebolistas têm sorte, porque fazem aquilo de que gostam. Há muitas pessoas que não o podem fazer. Penso que os futebolistas têm de abdicar principalmente das saídas com os amigos à noite e, nesse aspecto, temos de ter certas regras. Não podemos sair como se fôssemos pessoais normais. Temos de sair menos vezes.

Jara de saída

Já ninguém tem dúvidas que o avançado argentino Jara está de saída do Benfica por empréstimo.
Entre os benfiquistas, há quem concorde e quem não concorde com esta cedência.
Eu concordo porque Jara sendo um avançado muito interessante com boa velocidade e bom remate, precisa de aprimorar a sua técnica e escolher melhor as opções a tomar em cada lance. Capaz do melhor e do pior. Tanto marca um golo fantástico, como falha incrivelmente. Sendo assim, precisa jogar com frequência e no benfica não tem espaço para o fazer, mais a mais quando temos outros dois jovens a precisarem de oportunidades para jogar, casos do espanhol Rodrigo e do português Nélson Oliveira.
Entre os vários clubes interessados, oxalá ele e o Benfica façam uma boa escolha onde possa jogar semanalmente e então depois voltar melhor jogador.

sábado, 27 de agosto de 2011

Andebol do Benfica na final com o FCP

Está a disputar-se em Fafe o Torneio de Portugal em andebol com a participação do Benfica, FC Porto, Sporting, ABC, Lugi Handbal (Suécia) e Selecção de Angola.
Para chegar à final, o Benfica derrotou os suecos por 34-22 e o ABC por 29-28, enquanto o Porto venceu a selecção angolana por 32-25 e hoje o Sporting por 20-18, salvo erro.
Amanhã teremos pelas 17 horas a grande final do Torneio com um apetecível Benfica-FC Porto. 
Todos a Fafe!
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