sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Basquetebol benfiquista em maré de azar

Depois dos problemos físicos do base Cordell Henry que levaram à sua saída do Benfica, agora foi a vez de Francisco Jordão. Só que neste caso, infelizmente para ele, o problema é mais grave porque foi impedido pelo Centro de Medicina Desportiva de Lisboa de praticar desporto.
Com um calendário sobrecarregado, a equipa sénior de basquetebol do Benfica terá de contratar dois novos jogadores.
Espero que as contratações sejam muito bem pensadas pois terão de ser dois excelentes jogadores e sobretudo excelentes lançadores exteriores.

Cardozo sem gripe

Felizmente Cardozo não tem qualquer indício de gripe A. Melhor assim, quer para ele, quer para o Benfica que poderá assim utilizá-lo logo que a sua condição física o permita.
Vêm aí muitos jogos e é necessário vencê-los para que possamos manter a esperança de conquistar todas as provas em que estamos inseridos.
O ano de 2011 tem de continuar a ser um ano vitorioso, sob pena de termos de começar tudo da estaca zero.
Pessoalmente, gostaria muito (todos nós afinal) de revalidar o título. Teria um gosto muito especial! Mas, também ficaria muito feliz se conquistassemos a Taça de Portugal. Não descarto a da Liga, afinal seria muito bom ser "tri". Quanto à Liga Europa, isso é um sonho que não julgo possível.

Se Jorge Jesus acredita, nós também!

«Acredito que é possível revalidar o título. Sinto que estamos numa fase de recuperação para levar o Benfica ao Benfica do ano passado.»
Na grande entrevista concedida ao Jornal do Benfica e à Benfica TV, o nosso técnico mostrou-se esperançado na revalidação do título bem como na conquista de outras provas.
Disse também que vai ficar no Benfica muitos anos. Como benfiquista gostaria que isso realmente acontecesse pois há muitos anos não conseguimos manter um técnico dois anos seguidos.
Gostei também de saber que continua ambicioso e de vê-lo a atacar o Mestre André. Ele já o merecia há muito.
Enfim, mas esperar e acreditar!

Quem diria

Fiquei a saber hoje uma coisa que desconhecia.
Nicolas Gaitán, o esquerdino do Benfica foi o jogador argentino mais caro no período entre 2009 e 2010 num universo de 1.800 futebolistas vendidos provenientes daquele país sul-americano, de acordo com um estudo da EuroAmericas Sports Marketing recentemente divulgado.
Mas surpresa maior ainda foi saber que há quase 10 anos atrás o Barcelona deu 35,9 milhões de euros por Saviola. Esta sim a transferência mais cara de sempre do futebol argentino.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Concordo plenamente

O jornalista Rui Santos também não está isento de responsabilidades, mas ainda assim, com algumas asneiras à mistura, ainda é um dos que vai denunciando alguma coisa, fruto da escola de jornalismo que teve, a antiga A Bola, com professores como o seu tio Vitor Santos, como Carlos Pinhão, como Alfredo Farinha, como Aurélio Márcio, para falar apenas dos de maior referência.
A completar 35 anos de jornalismo no próximo dia 12, dedicados sem hiatos e quase em exclusivo ao estudo e à análise do futebol, durante mais de duas décadas em permanente contacto com os agentes da modalidade, olho para trás e chego a uma conclusão: pouco ou nada mudou em Portugal. Os mesmos vícios, o mesmo nepotismo, a mesma opacidade, os mesmos truques.
Mudança de ano convida-nos àquele registo clássico de votos de mudança e de teorizar a fé e a esperança. Todas as prisões têm a sua janela. Concluo, agora, que a experiência nos anima num embalo menos exuberante à saída da procissão. Não se trata sequer de um combate entre o pessimismo e o otimismo. Trata-se de conhecer minimamente o meio. O meio das pessoas e as pessoas do meio, alapadas à rocha que lhes dá o alimento.
Mudaram os estádios em 2004. Mas não mudaram as mentalidades, apesar dos assomos e das promessas. O futebol parecia estar um passo à frente daquilo que se passava noutros sectores de atividade, no que respeita à camuflagem das imparidades. O futebol tresandava a corrupção por todos os lados. A favorecimentos vários. Ainda ninguém deu nota, mas se a implosão do sistema financeiro conheceu alguma virtude ela teve o condão de aliviar o estigma sobre o “mundo do futebol”. A sensação que se colhia é que, sob a desconfiança de todos, tudo era permitido e consentido no “universo da bola”. Esquemas paralelos, muitos a encher os bolsos através das transferências de jogadores, os mecanismos dos paraísos fiscais a funcionarem sem a mais pequena reserva, contas não auditadas, movimentos financeiros pouco ou nada claros, enfim, a mais completa desregulação de uma atividade que o poder político nunca soube, ou nunca quis, meter a mão. A decantada promiscuidade entre o poder político-partidário e a “máquina” que faz, literalmente, “girar a bola”, é isso mesmo. Um pacto de não agressão. Afinal, a má fama do futebol tinha (dama de) companhia.
Quanto tempo foi necessário para implementar a lógica das academias, no futebol português? Cerca de 30 anos (de atraso). Fora do tempo. Quando as mutações e as variações operadas na “indústria”, algumas das quais justificadas por uma nova ordem política, económica e geográfica, obrigavam à procura de novas soluções. E ainda não há uma “Casa das Seleções”. Como não há “Casa das Transferências”, não obstante as promessas e os convénios. Como custa a implementar uma prática de bilhetes mais baratos. Como continua a existir resistência perante os pedidos de mais “jogo útil” e menos “faltas cometidas” em cada partida, em defesa da qualidade do futebol. Como é preciso repetir um milhão de vezes a necessidade de os clubes ou as SAD cumprirem os seus orçamentos, investindo no rigor, e haver a noção de um desgoverno insustentável, para se começar a falar de fair play financeiro.
Em Portugal, ninguém quis fazer, no futebol pós-25 de Abril, o trabalho de casa. Tínhamos todas as condições para isso. Um país pequeno, mas com muitos talentos. Clubismo exacerbado. Sempre o sistema da tentativa de controlo da Arbitragem e da Disciplina. Poucos, muito poucos, podem clamar inocência. A maioria é cúmplice de um sistema caduco, que arruinou o futebol.
Basta olhar para o escândalo de inação à volta da FPF e do seu presidente, Madaíl. Só num país de múltiplos compromissos. Foi preciso a FIFA ameaçar para se ver a espuma.
O FMI está aí em força. 2011 e o futuro poderiam ser muito melhores, se tivesse havido “concentração” para impedir a goleada do autismo.

Uma no cravo, outra na ferradura

Ultimamente alguns cronistas que escrevem no Record têm chamado os bois pelos nomes. Embora, dêem uma no cravo outra na ferradura.
Vale a pena ler abaixo.
O facto de não estar ligado a nenhum clube dá-me liberdade para escrever o que penso. Posso dizer mal ou bem do Benfica, bem ou mal do Sporting, ser a favor ou contra o FC Porto, sem ter de dar explicações a ninguém.
Com este olhar limpo procuro antever o ano que vem. O FC Porto será normalmente campeão, porque dispõe da equipa mais sólida. Além dos 8 pontos de avanço, vê-se que tem menos hipóteses de escorregar do que o Benfica.
Além disso, tem uma estrutura consistente, uma massa associativa que não assobia os seus jogadores, e a ajuda dos árbitros. Há penáltis a favor do FC Porto que só se explicam pela predisposição do árbitro para os marcar.
O Benfica deve manter o 2.º lugar, o que é uma exceção. Nos últimos 10 anos, além das vitórias de Jesus e Trapattoni, o Benfica só agarrou duas vezes o 2.º – ficando três vezes em 3.º, duas vezes em 4.º e uma vez em 6.º. Mesmo assim, já houve movimentações para despedir o treinador – mostrando que os seus adeptos são demasiado ansiosos, tornando-se ingratos em situações adversas.
Pior é o ambiente no Sporting. Porque aí é toda a estrutura que treme, a começar pelo presidente. Ora ele tinha toda a razão – como agora se vê – quando disse “Paulo Bento forever”. Os problemas do Sporting não se resolverão com a saída do presidente ou do treinador. O Sporting é uma espécie de Atlético Madrid do futebol português – e tem de ganhar maturidade para perceber qual é o seu lugar.
Para 2011 desejo, portanto, que as massas associativas tenham juízo e não façam mais asneiras. Só a estabilidade pode trazer resultados. As mudanças sob pressão terão como única consequência arrastar os clubes para o fundo.
(José António Saraiva, in Record)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ninguém é indiferente ao Benfica

Quem o diz é o ex-director desportivo do Braga, Carlos Freitas.
Numa entrevista a um jornal desportivo, diz entre outras coisas sobre Jorge Jesus e o Benfica, «É a própria história do clube que o [JJ] obriga a isso. É um clube que mexe com a maioria dos portugueses, já que uns gostam muito, outros não gostam tanto, mas ninguém é indiferente».
Nessa entrevista, elogia o técnico benfiquista que trabalhou com ele em Braga antes de rumar à Luz.
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