quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

João Gobern e a águia Vitória

Gosto, no que ao futebol diz respeito e em boa parte da vida, que se respeitem tradições que fazem sentido, que distinguem e que valem como componentes de um espetáculo que só vistas curtas entendem que se limitam ao jogo. Ninguém de bom senso põe em causa a importância e o arrepio que nascem dos cânticos com que as claques inglesas brindam as suas equipas. Do mesmo modo, quem tenha visto um jogo entre rivais cariocas no velhinho Maracanã, sabe que um dos grandes momentos da tarde ou do serão passa pela libertação de papéis multicoloridos (com as cores dos clubes), de todos os formatos, para saudar a subida dos jogadores ao relvado. Em Portugal, se excetuarmos algumas coreografias no Dragão, vistosas e impressionantes, a ocasião mais distintiva de espetáculo vinha cabendo ao Benfica com o voo de uma águia a emocionar os adeptos, a espantar adversários e visitantes, incluindo jogadores, a encantar os mais novos que, anos passados, ainda recordam a magia daquela descida circular, com aterragem em local previamente determinado.
No último fim-de-semana e por força de incidentes cujas versões são naturalmente desencontradas, a águia “Vitória” não voou. E, para os quase 40 mil que rumaram à Luz, foi pena. Primeiro, porque esse capítulo imperial e tradicional teria calhado bem com a exibição dos jogadores que quiseram despedir-se do ano, deixando a esperança como mensagem pela partida que realizaram. Depois, porque quem visita aquele estádio já tem como garantido aquele preâmbulo que aproveita a elegância e a eficácia de um animal para começar a agitar a pulsação clubística. Ao que parece, o Benfica e o tratador da águia “Vitória” passam, a partir daqui, a ser partes irreconciliáveis. Neste quadro, cabe à direção do clube trabalhar – e tão rapidamente quanto lhe for possível – para que se descubra um reforço que permita que a ausência daquele segmento do show tenha interrupção apenas temporária. Do ponto de vista simbólico mas também em função das razões práticas já enunciadas, ele é muito mais importante do que pode parecer à primeira vista. Até porque a grandeza de um clube não se mede apenas pelos resultados e valores, também se avalia em função da diferença e da singularidade.
Ora, por razões de Natureza, a águia pode garantir ao Benfica algo a que os rivais nunca terão acesso. Em tempos, o Sporting ainda exibiu um leão enjaulado antes dos jogos – triste espetáculo, até pelos paralelos que suscita. Quanto ao FC Porto, nem Jorge Nuno Pinto da Costa, milagreiro noutras frentes, consegue assegurar o concurso de um dragão. De resto, a relação – mesmo que fosse possível – iria chocar com a História. Não foi São Jorge que matou o dragão? Bom Natal para todos.
(João Gobern, in Record)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais um a denunciar ajudas aos corruptos

É curioso que nos últimos dias, cronistas que normalmente apenas elogiavam o FCP, já vêm uns atrás dos outros tecer algumas críticas e reconhecer que os corruptos têm sido beneficiados por algumas arbitragens, embora ainda lhes falte dizer que o Benfica foi prejudicado também em alguns.

Já aqui elogiei várias vezes a equipa do FC Porto. É uma equipa possante, com um ataque temível, uma defesa muito dura e um meio-campo que em geral funciona.
Só que, sem se perceber bem porquê, esta equipa às vezes desaparece do campo, passando do brilho à mediocridade num abrir e fechar de olhos.
O FC Porto foi brilhante no modo como cilindrou o Benfica, não lhe dando a mínima hipótese. É portanto inteiramente justo estar à frente do campeonato. Mas não é menos verdade que o avanço portista podia ser muito mais curto. Tenho na memória dois jogos que valeram seis pontos – e que podiam ter valido só um ou dois.
Logo no primeiro jogo do campeonato o FC Porto ganhou os três pontos com um penálti inacreditável aos 84 minutos. E no jogo com o Setúbal marcou o seu único golo através de um penálti-fantasma – tendo o árbitro anulado à beira do fim um penálti limpo do Setúbal!
Portanto, o FC Porto podia só ter três ou quatro pontos de avanço sobre o Benfica.
E no domingo passado, em Paços de Ferreira, voltou a ser uma equipa feliz: marcou um golo na sequência de um livre duvidoso, viu o adversário falhar várias oportunidades de marcar – e acabou por arrumar o jogo num penálti caricato.
Perante isto, coloca-se a seguinte pergunta: qual é o verdadeiro FC Porto – o que esmagou o Benfica ou o que foi vulgarizado na segunda parte pelo Setúbal e pelo Paços de Ferreira? E qual vai ser o FC Porto de 2011: um Porto possante e goleador ou um Porto triste e apagado, a precisar que os árbitros lhe ponham a mão por baixo? 
(José António Saraiva, in Record)

Força Seara!

Com o apoio já declarado do Benfica, Fernando Seara vai assumir nos próximos dias a sua posição à corrida eleitoral. O presidente da Câmara de Sintra já teve várias reuniões com clubes e associações para "tomar o pulso" ao cenário da candidatura. E tudo indica que a decisão a anunciar ainda esta semana é a disponibilidade para avançar para as eleições.
A incerteza quanto à recandidatura de Gilberto Madaíl, assim como o impasse na aprovação dos novos estatutos da FPF, têm retardado a decisão de Seara. Inicialmente, o autarca disse só estar disponível para ir a votos se Madaíl não o fizesse. Porém, o actual presidente da FPF foi dando sinais de que a sua ideia era manter-se na presidência, o que fez Seara abrandar. Contudo, e face à pressão do Benfica, o autarca voltou a movimentar-se, para garantir apoios que lhe permitisse ir a votos com segurança mesmo contra Madaíl.
Nota pessoal:
Seria muito bom que realmente Fernando Seara se candidatasse e conseguisse os votos necesários para ser eleito. Não apenas por ser benfiquista, mas sobretudo porque daria garantias de tudo fazer para alterar o status-quo actual.

Esta é forte!

Não é que costume gostar das crónicas deste senhor Octávio, mas nesta diz umas verdades inconvenientes que atingem a maioria dos dirigentes dos clubes portugueses.
Com 9 golos marcados na Liga, João Tomás é hoje uma triste parábola do futebol que se negoceia em Portugal.
João Tomás não é uma aposta para o futuro. Mas, golo a golo, há anos que este ponta-de-lança prova ser um dos melhores do presente. E, no entanto, a sua excelência goleadora espraia-se no Rio Ave, depois de já ter estado ao serviço do último devaneio profissional do Boavista.
Aqui chegado, convém neste texto deixar claro que o autor não conhece João Tomás, a não ser da sua prestação nas grandes áreas. Não há qualquer interesse pessoal nestes elogios merecidos pelo veterano avançado. Há apenas uma crescente interrogação: como pode um ativo que marca, mesmo num clube pequeno, com a regularidade de um relógio suíço, passar ano após ano ao lado dos movimentos do mercado?
Se o mercado merecesse esse nome, como poderia um punhado de presidentes ambiciosos ou aflitos nunca apontar para o nome de um jogador talhado para servir equipas que privilegiem o ataque continuado e o veneno das bolas paradas?
A resposta, caro leitor, só pode ser uma de duas: ou há muita incompetência nas decisões que fazem circular milhões de euros, ou muitas comissões fáceis saltam para contas privadas alavancadas por manchetes repletas de nomes sul-americanos.
Para sorte do Rio Ave e azar do próprio, João Tomás é português e barato. Por mais golos que marque, por mais competência que prove nos grandes povoamentos da área, vai acabar a carreira sem voltar a lutar por títulos. Ele, que com Fernando Meira poderia ter sido o cimento para a construção de um Benfica ganhador no final dos anos 90.
Mas isso já foi há mais de 100 golos atrás.
Faz pena ver este futebol com dirigentes que enriquecem e clubes cada vez mais falidos.
(Octávio Ribeiro, in Record)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Afinal nem tudo é mau no Benfica

Muitos Blogues e Bloggers criticam os dirigentes do Benfica por tudo e por nada. Claro que existem falhas aqui e ali, mas virem-se mais para os resultados, não apenas do futebol mas também das modalidades.
Hoje o Benfica venceu em FUTSAL, goleando o Mogadouro por 7-1, assumindo a liderança isolada, embora à condição pois o Belenenses pode igualar novamente.
Também hoje, embora perdendo com o Tartu Rock, na Estónia, o BASQUETEBOL do Benfica classificou-se para a fase seguinte da Eurochallenge. Creio que a equipa se acomodou na parte final do jogo porque soube que já estava qualificada.
Já no fim de semana havia ganho em todas as principais modalidades, andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol.

Pobre jornal A Bola

A propósito da morte de Aurélio Márcio, nome de referência do jornalismo em Portugal e da Bola, que morreu ontem aos 91 anos, li a notícia no jornal supra referido e nela nota-se nitidamente uma certa frieza com que a mesma é dada e ainda como a actual direcção do jornal vem matando as suas referências.
Eu já não me lembrava que Aurélio Márcio, que foi um dos jornalistas de referência do mesmo, junto com Vítor Santos, Carlos Pinhão, Homero Serpa, Silva Resende e Alfredo Farinha, entre outros, foi obrigado a escrever no rival Record, não sei se por discordar da linha editorial da Bola, se por ter sido escorraçado.
Grande Vítor Serpa, continua a destruir o outrora grande jornal A Bola.
O que era e o que é!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Um pai Natal azul, alguém já viu?

Será possível que ninguém da imprensa tenha coragem de criticar esta besta pelas babuseiras que diz?
Cambada de vendidos!
Ninguém do Benfica responde à altura a esta besta que vem destilar todo o seu ódio ao Benfica e ainda é considerado o maior.
Fica feliz por ver os benfiquistas felizes durante 24 horas por estarem a 5 pontos e depois voltam a estar a 8.
Goza com tudo e todos. É beneficiado pelas arbitragens jogo após jogo e depois ainda vem com estes gozos porcos!
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