domingo, 31 de outubro de 2010

Batendo no André

O benfiquista Domingos Amaral, em mais um email-aberto, desta vez dirigido ao André Villas-Boas.

Um dia destes, disseste que não havia campeões à 9.ª jornada e tinhas toda a razão. É uma daquelas coisas tão óbvias que parece uma verdade infantil. Contudo, lembrei-me de Steven Gerard, o jogador do Liverpool, que aqui há uns anos acrescentou a essa simples constatação um raciocínio mais complexo, mas também mais verdadeiro. Disse o inglês que “nas primeiras 10 jornadas não se pode ganhar um campeonato, mas pode-se perder um campeonato”. E, de facto, foi isso que se verificou este ano em Portugal.
Tanto o Braga, que tão bem jogou a época passada; como o Sporting, que tanto se reforçou em comparação com os tempos de Paulo Bento; como o Benfica, que vinha de uma época supersónica, onde fora campeão, e além disso constituíra, nas palavras do seu presidente, “a equipa mais cara de sempre”; arrancaram mal. À 9.ª jornada, perderam muitos pontos, demasiados pontos, e estão os três a uma importante distância da tua equipa, o FC Porto. Isto, é evidente, não tira mérito nenhum ao teu trabalho, nem desvaloriza as tuas vitórias.
Porém, tudo seria diferente se os adversários continuassem por perto. Não fosse a fraca partida de Braga, Sporting e sobretudo do Benfica, e outro galo cantaria. A pressão sobre a tua equipa seria outra, e a confiança dos teus jogadores estaria permanentemente a ser testada. Assim, não está. Ao contrário do Benfica, que o ano passado só ultrapassou o FC Porto nesta altura, e teve o Braga à sua frente até mais de metade do campeonato, este ano ninguém te tem dado luta. Tu ainda não és campeão à 9.ª jornada, mas Braga, Sporting e Benfica já praticamente perderam o campeonato.

Fala quem sabe!

O Dr. Ricardo Costa sabe do que fala. Por isso, deviam os dirigentes federativos ler o que ele escreveu hoje.

O recente abandono do Conselho de Justiça (CJ) da Federação (FPF) deveria ser pretexto para uma atenção profunda sobre o funcionamento dos órgãos jurisdicionais do futebol. Algo mais penetrante do que o mero registo jornalístico do facto (por si só caricato na forma atabalhoada da “demissão coletiva” dos seus membros). Algo que saísse da mera escolha de nomes, da putativa impossibilidade dos juízes, da doentia investigação das preferências clubísticas desses nomes. Em suma, uma estratégia.

sábado, 30 de outubro de 2010

A greve dos árbitros sob o olhar de Miguel Góis

Uma ação de protesto levada a cabo pelos árbitros portugueses pode colocar em risco a deslocação do Benfica à Faixa da Gaza, no próximo fim-de-semana. De acordo com os seus representantes, os árbitros colocam a hipótese de não apitar o FC Porto-Benfica da próxima jornada, o que não se pode dizer que constitua uma grande ameaça. Se atentarmos nos lances que esta época se têm passado dentro da grande área do FC Porto, já é isso que os árbitros fazem: não apitam. Ou seja, a verdadeira ameaça dos árbitros é não apitarem os lances do FC Porto-Benfica que acontecerem nos restantes dois terços do terreno de jogo. Trata-se, portanto, de uma greve relativa.
Entretanto, o “Correio da Manhã” noticiou que uma das alternativas que estariam em cima da mesa seria a contratação de um árbitro espanhol para apitar o clássico do golfe português. Devo dizer que se trata de uma opção que não me tranquiliza minimamente. Temo que isso fornecesse um pretexto para que houvesse ainda mais portugueses a queixarem-se da fruta espanhola.
Ainda assim, esta ameaça de greve serviu para nos inteirarmos um pouco mais sobre os regimes fiscais e de segurança social que abrangem os árbitros. É curioso que estejamos, desde os anos 80, a falar publicamente sobre o que recebem os árbitros, e esta seja a primeira vez que estamos a falar especificamente dos seus ordenados. Posso dizer que outra surpresa foi a categoria fiscal em que estão inseridos: julgo que só quem não tem assistido às arbitragens dos últimos jogos do Benfica e do FC Porto é que pode dizer que os árbitros portugueses são trabalhadores independentes. Confesso que, não sei bem porquê, sempre deduzi que fossem trabalhadores por conta de outrem.

Balizas maiores?

Talvez!
O treinador vimaranense Manuel Machado, vem hoje dizer que as balizas do futebol deviam ser aumentadas um metro para cada lado (eheheheh, não serão logo dois metros?) e meio metro na altura.
Justifica a afirmação dizendo que os guarda-redes e os defesas cresceram em média mais 30 centímetros nos ultimos anos.
Era capaz de não ser mau para o espectáculo, marcar-se-iam mais golos, os jogos tornavam-se menos monótonos.
Contudo, esta ideia não deve ir avante tão cedo pois nem sequer se ouviu falar dela antes, nem sequer na imprensa, muitos menos na UEFA ou FIFA. Agora, as baterias estão viradas para os chips de baliza. Depois logo se vê!

A minha vénia ao Paços de Ferreira

O Paços de Ferreira, já o disse aqui na crónica pós-jogo que me surpreendeu. E à maioria dos benfiquistas, julgo!
Praticou bom futebol, trocando bem a bola, muita velocidade e muitos remates. 
Ainda não tinha visto nenhuma equipa jogar esta época na Luz para o campeonato como a equipa pacense o fez. Inclusivé teve o mesmo número de cantos que o Benfica e teve até mais dois remates.
Até em número de faltas não esteve muito acima do Benfica, pois tirando a parte final da partida, após o 2-0, não foi uma equipa violenta, tanto que o "asno" Pedro Henriques, comentador da Rádio Renascença, disse a certa altura que era uma equipa muito macia e que devia mostrar os dentes.

Roberto já calou muita gente

Mais um bom jogo de Roberto na vitória sobre o Paços de Ferreira. 
Por incrível que possa parecer, teve mais trabalho frente aos pacenses do que por exemplo contra o Sporting.
Fez um punhado de boas defesas e todas elas de grau de dificuldade elevado porque os remates levavam lume.
O JOGO que tanto o criticou, chamando-o de frangueiro, hoje escreveu dele apenas isto:
Quanto mais o tempo passa, mais ele vai apagando com uma borracha as críticas arrasadoras que lhe foram feitas no início. Seguríssimo em todos os lances, inclusive em fortes remates de longe que agarrava (quase) sempre à primeira. A excepção foi numa grande defesa a tiro de Nuno Santos (39') deixando a bola ao alcance da recarga de Pizzi. Será que, afinal, o Benfica teve razão em desembolsar 8,5 milhões de euros para o contratar? 
 
Ninguém esperava dele uma resposta destas! A maioria dos jogadores sofrendo as críticas que ele sofreu, teria morrido para o futebol. Ele não, redimiu-se em pouquíssimo tempo e já vai em mais de 450 minutos sem sofrer golos para o campeonato. O último foi em Guimarães à 4ª jornada.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pressão neles!

O Benfica venceu categoricamente o Paços de Ferreira, sem espinhas, embora não tenha sido fácil, apesar de alguma culpa própria pois não se podem desperdiçar tantos golos.
Uma entrada à campeão, um autêntico carrocel, algumas oportunidades desperdiçadas, mas uma jogada de génio e golo do nosso "mago". Sem dúvida o melhor em campo!
Roberto mostrou serviço mais uma vez e manteve a baliza inviolada pela 5ª vez consecutiva neste campeonato, embora tenha tido mais trabalho do que no jogo anterior com o Portimonense fora.
Uma pena Saviola não ter conseguido marcar. Fez por isso mas foi muito infeliz neste jogo.
O jogo ficou sentenciado com o 2-0 de Kardec de penálti, o primeiro da época, à 9ª jornada e que até acaba por ser duvidoso, embora depois tenha ficado por marcar outro em que no mesmo lance parece haver penálti sobre o Maxi e sobre outro jogador que não me recordo.
Felizmente os nossos amarelados Maxi, Luisão e Javi safaram-se e podem jogar no Dragão. Carlos Martins foi o único que foi poupado neste jogo. E o melhor, safaram-se sem mácula, ou seja os corruptos não podem sequer pôr isso em causa.
Agora, o FCP vai entrar pressionado e a precisar de ganhar o jogo em Coimbra, se quiser manter os 7 pontos de avanço antes do clássico.
Bem Jesus a poupar depois da vitória garantida, Javi e Luisão.
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