quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Havia necessidade?

A propósito do jogo da Supertaça do próximo sábado e face ao favoritismo que é atribuído ao Benfica, o MaisFutebol lembrou-se desta.
A Supertaça escreve-se com histórias assim. Tolhidas pela surpresa, cobertas num manto de opereta, perdidas na doença congénita que é a saudade. A que lhe recordamos agora, em jeito de lançamento ao jogo de sábado, trai a altivez dos benfiquistas e eleva o sentimento portista. É um jogo único, de resultado absolutamente improvável: 0-5 para os dragões, em plena Luz.
18 de Setembro de 1996, o dia da maior das desfeitas. Aos três minutos já o F.C. Porto celebrava um golo de Edmilson. Antes do intervalo, mais um, anotado por Artur. Na segunda parte, a tragicomédia adensava-se. Jorge Costa, Arnold Wetl e Drulovic, três facadas cirúrgicas a dilacerar o orgulho encarnado
Pobres de espírito!!!

O politicamente correcto!

Há jornalistas que não conseguem afrontar o FC Porto, nem que seja num mero artigo de opinião.
Senão vejamos:
O favoritismo da águia
1- A menos de uma semana da decisão da Supertaça, o Benfica surge como claro favorito à conquista do primeiro título da época. Os encarnados têm uma equipa mais arrumada, fruto de menores mudanças ocorridas no defeso, e o mesmo treinador, enquanto que o FC Porto, não dispondo de um plantel inferior, debate-se com diversos problemas para se organizar a tempo de disputar a partida de Aveiro. André Villas-Boas começou a trabalhar há pouco mais de um mês e é natural que as respetivas conceções de jogo demorem a serem assimiladas. Por outro lado, os casos de Bruno Alves e Raul Meireles estão a tornar-se verdadeiros empecilhos na programação da época dos azuis-e-brancos. Ontem, diante do Bordéus, o novo técnico do FC Porto deu a clara sensação de não saber se deveria ou não colocá-los em campo. Devido a esta complexa questão, não é só a Supertaça que está em causa, é a própria temporada que começa aos solavancos. Apesar das hesitações do mercado, os dragões não podem esperar muito mais para definirem se os dois internacionais portugueses, e figuras de proa da equipa, fazem ou não parte das contas.
2- O teórico favoritismo dos encarnados para a partida de sábado é também resultante das exibições realizadas na pré-época. É óbvio que os jogos em causa constituíram pouco mais do que meros treinos e, de um modo geral, o FC Porto confrontou-se com equipas melhor apetrechadas ou em fase mais adiantada de preparação. Contudo, enquanto os encarnados patentearam os princípios de jogo da temporada passada, os azuis-e-brancos pareceram ainda à procura de um modelo e, pior do que isso, de uma equipa titular, muito por culpa da tal indefinição ditada pelo mercado de transferências. Aliás, frente ao Aston Villa, Jorge Jesus deu-se mesmo ao luxo de testar um esquema que utilizará com pouca frequência, a não ser que, face à saída de Ramires, o treinador do Benfica opte por um sistema tático mais ousado. Colocar, em simultâneo, Carlos Martins, Pablo Aimar, Jara, Saviola e Cardozo só vai acontecer, por certo, em encontros a disputar no Estádio da Luz, frente a adversários que adotem uma atitude demasiado defensiva. De qualquer forma, este modelo foi colocado em prática com o Aston Villa com resultados extremamente positivos. Apesar de os ingleses estarem ainda muito longe da melhor forma, ganhar-lhes por 4-1 não está ao alcance de qualquer equipa.
(Luís Pedro Sousa, Record)
Discordo do ponto de vista deste jornalista quando diz que o FC Porto dispõe dum plantel equivalente ao do Benfica. Mesmo ficando o Raúl Meireles no plantel, considero o do Benfica actual superior.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O MST está com medo!

"O FC Porto não está preparado para jogar com o Benfica", disse MST, o anti-benfiquista primário, no jornal A Bola de ontem.
Provavelmente hoje, depois da derrota do Benfica já estejam um pouco mais confiantes.
Não há dúvidas que o Benfica é favorito para esse jogo, porém é preciso encará-lo com precaução e não com excesso de optimismo porque não podemos desperdiçar a chance de dar uma lição a esses andrades e deixá-los borrados de medo para o campeonato. Se isso acontecer, talvez o Villas-Boas não passe o Natal por lá.

Derrota com o Tottenham, mas não há crise!

A derrota de hoje com o Tottenham deixou-nos tristes por não ficarmos com a Eusébio Cup mas não é caso para desmoralizar. Pode até ter sido bom, tendo em vista o jogo de sábado contra os da corrupção. E digo que pode ter sido bom para que não haja confiança em excesso!
Sabemos que temos equipa, temos jogadores, uns em melhor forma que outros, mas não fora o cansaço certamente teriamos vencido este jogo.
O Tottenham não é uma equipa qualquer, ficou em 4º lugar na Liga Inglesa, das melhores do mundo e apresta-se para jogar a pré-eliminatória da Liga dos Campeões pelo que se encontra bem preparado para esse objectivo e além disso neste jogo apresentou-se mais fresco que o Benfica. 
É preciso não esquecer que o Benfica fez 3 jogos em 5 dias e isso mesmo foi referido por Jorge Jesus na conferência de imprensa.

João Ferreira apita Supertaça

Confesso que estava com receio que nomeassem para este jogo um Jorge Sousa, um Artur Soares Dias, um Olegário Benquerença, um Pedro Proença, ou até um Bruno Paixão.
João Ferreira não é um árbitro de topo, mas pelo menos é imparcial. Não tenho razões de queixa, penso que se errou alguma vez contra nós não foi propositado. E não é conotado com os corruptos, valha-nos isso.
Oxalá faça um bom trabalho, isento e sem erros.

Pobre de espírito

Hernâni Gonçalves, o popular bitaites, ex-preparador físico de Pedroto disse, "Não há favoritos num jogo entre Benfica e FC Porto. A época só arranca no sábado, com o jogo da Supertaça, pelo que os encontros da pré-temporada de nada valeram, ainda que reconheça algum nível ao jogo que o Benfica tem vindo a apresentar nos últimos tempos.
Villas-Boas continua a afinar a máquina, numa altura em que são notórias algumas lacunas na equipa. Sábado, porém, acredito que a motivação esteja nos limites e que os erros façam parte do passado"
Este pobre de espírito não quer assumir o que está à vista de toda a gente. Ele viu, mas prefere fingir que não.
Claro que o Porto até pode ganhar. Basta começarem a distribuir cassete e o árbitro feche os olhos como aconteceu na final da Taça da Liga. Mas, em circunstâncias normais não ganha!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Opções às dúzias

A saída de Di María tornou o onze do Benfica mais fraco. Mas não faltam suplentes de luxo para confundir Jesus
Soluções não faltam ao Benfica. O onze até pode apresentar-se deficitário em relação à época passada, pois um jogador como Di María não tem substituto, mas há um leque tão grande de opções no plantel dos encarnados que Jorge Jesus sentirá grandes problemas em fazer a gestão da equipa ao longo da temporada.
Oconjunto de jogadores que conquistou o título na época passada até nem sofreu mexidas substanciais, pelo menos se fizermos uma comparação com anos anteriores. Assiste-se, no entanto, ao emergir de vários elementos, quase todos oriundos do Brasil, que por razões diversas ainda não se tinham imposto.
Por exemplo, na defesa, Sidnei, embora longe de poder discutir o lugar com Luisão ou David Luiz, assume-se como alternativa credível e pode ser utilizado sem problemas nos jogos em que Jesus será obrigado a dar descanso aos centrais titulares. E em termos de suplentes de luxo não faltam nomes a ter em conta. Airton, Felipe Menezes, Alan Kardec, e agora os jovens Jara e Rodrigo fazem as delícias de qualquer treinador, mesmo aquele que não pode contornar a injustiça de os colocar no banco.
Ehá ainda dois casos emblemáticos, cujo subaproveitamento foi bem mais notório na época passada do que os supracitados exemplos. Ruben Amorim, um jogador de eleição, não passa de opção a Maxi Pereira, Javi García e Ramires. Carlos Martins, sem dúvida um dos melhores médios do futebol português, arrisca-se a não integrar com regularidade o onze, face à concorrência de Pablo Aimar e à maior apetência de Ramires e Gaitán para atuarem nas alas.
Enfim, a ausência de Di María será bem disfarçada, apesar de, como dirão certamente os treinadores das equipas adversárias ao longo da época, só poderem atuar onze jogadores em simultâneo. Jesus tem um trabalho difícil pela frente, mas não se importará nada de o assumir.
(Luís Pedro Sousa - Record)

Este artigo foi escrito antes do Benfica-Aston Villa e o jogo deu-lhe ainda mais razão. Opções às dúzias, sem dúvida!
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