CAMPEÕES
domingo, 9 de maio de 2010
Hoje somos campeões!
Dê por onde der. Não há outra hipótese que não seja o BENFICA CAMPEÃO!!!
Mário Wilson, disse BENFICA FOI A MELHOR EQUIPA
E termino por aqui: Nós só queremos o BENFICA CAMPEÃO!
Hoje por volta das 20 horas de Lisboa, o país e o mundo benfiquistas estarão em festa, mais que merecida, diga-se, depois do brilhante campeonato efectuado e das "minas" que lhe foram colocadas pelo caminho. Isto para além, claro das ajudas ao Braguinha, que doutra forma nunca estaria a 3 pontos nesta altura do campeonato.
Deixo-vos com algumas opiniões de benfiquistas famosos:Mário Wilson, disse BENFICA FOI A MELHOR EQUIPA
Toni, disse SE O BENFICA NÃO CONSEGUIR EMPATAR OU VENCER, NÃO MERECE GANHAR ESTE CAMPEONATO
Nélson Évora, disse O BENFICA MERECE SER CAMPEÃOE termino por aqui: Nós só queremos o BENFICA CAMPEÃO!
Coelho bem passado
Antes de atingir a maioridade, Javier Saviola já era alvo de constante veneração na Argentina. E porque a classe tem um preço, foi como estrela paga a peso de ouro que foi construindo a carreira, servindo os mais poderosos emblemas de Espanha a três tempos. Pelo meio, pagou pela forma como por vezes se ausenta do jogo, como quem vai-ali-só-beber-um-copo-de-água-e-promete-voltar. Mesmo que no fim da época passada fosse só mais um pedaço da matéria-prima excedentária no Real Madrid, continuava a ser um jogador caro e dificilmente resgatável pelos maiores clubes portugueses. O Sporting pensou nele, mas, sem bases económicas, por aí se ficou; o Benfica pôs-lhe as mãos em cima e não mais o largou. E esta aplicação do músculo financeiro pode muito ter sido uma das chaves do título que as águias se preparam para confirmar amanhã. Basta que nos lembremos das vezes em que El Conejo (o Coelho) saltou da cartola colectiva para, nas "folgas" de Cardozo, assinar a diferença. Mais: foi ele que atirou o FC Porto ao tapete no clássico da primeira volta, o tal que mexeu com o sistema nervoso de alguns dragões, que haveriam de fazer um autêntico haraquiri no túnel mais badalado do País.
sábado, 8 de maio de 2010
Taças das modalidades
Hoje não foi um dia feliz nos jogos decisivos de Futsal e Voleibol.
No Futsal perdemos a final frente ao Belenenses nos últimos segundos do prolongamento. A estrelinha da UEFA Futsal Cup faltou hoje!
No voleibol, já era mais ou menos esperado, face aos resultados dos dois últimos jogos com o Sporting de Espinho.
Enquanto que no volei não existem mais finais para disputar, logo não haverá possibilidade de conquistar qualquer título, não podemos deixar de aplaudir a nossa equipa. Jogou as finais do campeonato e da taça, o que para uma equipa quase nova não é de somenos. É preciso sim é manter este plantel, com algum retoque, porque o futuro é risonho.
Já no que diz respeito ao futsal, temos ainda o play-of do título nacional para disputar. E, esta equipa é campeã portuguesa e europeia por isso temos de acreditar nela.
Perdidas estas duas finais hoje, no entanto, a equipa de hóquei seguiu em frente na Taça de Portugal, enquanto o rival Porto foi eliminado, por isso renasce a esperança de conquistar este troféu.
Também a de basquetebol está nas meias-finais do play-of do título e sendo a actual campeã nacional, é legítimo acalentar a esperança de novo título.
A frase do dia que dá que pensar
«É possível ser campeão. O Benfica tem a equipa mais forte dos últimos 30 anos, tem mais de 100 golos marcados e se ainda não é campeão à entrada para a última jornada é porque alguma coisa está para acontecer, algo está reservado para nós», considera o técnico da formação arsenalista.
Será que este senhor sabe mais que nós, ou está apenas a fazer bluff?
Tão bom, tão bom, mas
O Falcao que até é bom jogador, apesar de noutros aspectos talvez nem tanto, não foi convocado para dois jogos da selecção colombiana.
Estranhamente, Guarín foi convocado e também estranhou a não convocação do colega dragão.
Coisas que não se compreendem!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Desporto de elite? Não!
A rivalidade histórica do futebol português é entre o Benfica e o Sporting. O que se passa entre o FC Porto e o Benfica é mais do domínio das rivalidades histéricas de conjuntura, como ainda se viu no último domingo. O desamor entre o Benfica e o Sporting vem desde o berço dos dois emblemas de Lisboa e, por isso mesmo, fazendo bem as contas, tem mais de um século esta questão de estrutura.
Na matriz do Benfica e do Sporting a grande fractura teve uma origem de classe porque o Benfica foi fundado por órfãos da Casa Pia, que nem dinheiro tinham para comprar bolas, enquanto o Sporting foi fundado pelo visconde de Alvalade que imediatamente contemplou à nascença a sua agremiação com um campo de futebol, duas dúzias de pares de botas e uma colecção completa de equipamentos.
Quando a benfiquistas e a sportinguistas lhes dá para embirrar uns com os outros, o que acontece todos os dias há mais de cem anos, gostam os primeiros de chamar aos segundos de viscondes e de emproados e os segundos gostam de lembrar aos primeiros a sua marca original de pobretanas e de pés-descalços.
Isto, evidentemente, quando as discussões são ao mais alto nível. Quando as discussões envolvem as claques dos dois clubes e, por isso mesmo, decorrem ao mais baixo nível, é lamentavelmente à pedrada que se estabelecem argumentos e contra-argumentos, como ainda há pouco tempo se observou por ocasião de um jogo decisivo do campeonato de futebol de juniores.
Ora, ao contrário do futebol que é um desporto popular, sendo o golfe, como todos havemos de concordar, um desporto de alto nível, enfim, de elite não deixa de causar estranheza que tenham sido as claques do FC Porto, que também não é propriamente um clube de viscondes, a introduzir a modalidade de arremesso das propriamente ditas bolas de golfe, que custam um dinheirão, no lugar das pedras da calçada, a custo zero e à mão de semear.
E bastou um domingo de futebol no Dragão para que o golfe, em Portugal, deixasse de ser um deporto de elite.
Trata-se de um claro sinal da evolução da nossa sociedade que temos por mania menosprezar e rebaixar quando a comparamos com as sociedades de outros países mais cultos, mais ricos, mais evoluídos. Como a fabulosa Itália, por exemplo.
No último fim-de-semana, na bela Roma, centro de um antigo império, a Lazio recebeu no seu estádio o Inter de Milão, que anda a discutir ferozmente o scudetto com a AS Roma. Como é do domínio público, Lazio e AS Roma cumprem na perfeição o seu papel de rivais históricos dentro da mesma cidade, ou seja, não se suportam. Para os tifosi da Lazio a pior coisa que lhes pode acontecer é ver a Roma sagrar-se campeã de Itália. E vice-versa, pois claro.
Posto isto, não causaria o menor espanto que os adeptos da Lazio que encheram o Estádio Olímpico para a recepção ao Inter se sentissem com o coração dividido perante a importância do resultado em discussão. Vencer a equipa de Mourinho seria muito bonito, porque se trata de uma grande squadra, finalista da Liga dos Campeões, mas seria, em termos práticos, entregar o título numa bandeja aos rivais da AS Roma. Que situação mais intolerável!
Mas o que acabou por acontecer no Estádio Olímpico, no domingo passado, superou todas as expectativas dos cronistas e historiadores do fenómeno da rivalidade desportiva. O Inter ganhou por 2-0 e os adeptos da Lazio, sem qualquer espécie de vergonha, festejaram em delírio os dois golos do Inter à sua própria equipa, como se os de Milão estivessem a jogar contra a AS Roma e não contra a Lazio.
Este episódio absurdo vai, certamente, alimentar o desamor AS Roma-Lazio por mais cem anos. E é com estas anormalidades que se constroem rivalidades históricas entre vizinhos embora, neste caso específico, convém ressalvar que os tifosi da Lazio ultrapassaram todos os limites da decência e do amor-próprio. E são eles italianos, do tal país mais evoluído, rico e culto do que o nosso.
Por isso mesmo, é hoje devida uma homenagem aos sportinguistas, rivais históricos dos benfiquistas, pelo modo cavalheiresco com que têm vindo a suportar os engulhos da corrente temporada.
Por finais de Fevereiro, quando lhes coube receber o FC Porto, em Alvalade, embora com o coração dividido perante a eventualidade de uma vitória das suas cores permitir ao Benfica distanciar-se na liderança, os sportinguistas festejaram a quase-goleada imposta ao FC Porto — sim, porque 3-0 é uma quase-goleada — e, aparentemente, não ficaram a remoer sobre o inestimável serviço prestado ao Benfica. Aparentemente, convém realçar…
Como se não bastasse, dois meses mais tarde, quando o Benfica voltou a precisar dos bons ofícios do Sporting, o Sporting voltou a responder com decência e desportivismo, aceitando adiar por 48 horas a sua visita à Luz de modo a permitir ao rival o descanso necessário físico e psicológico depois da viagem infeliz a Liverpool. Fica, portanto, o Benfica a dever uma gentileza destas ao Sporting quando surgir a ocasião para tal.
Temos, assim, uma fortíssima e bem condimentada rivalidade secular entre dois emblemas da mesma cidade, Lisboa, com tristes episódios de excessos, porventura inevitáveis perante tantas complacências superiores à vista de tantos comportamentos inferiores, mas temos também uma rivalidade que é essencialmente futebolística, que tem dispensado até ao presente os artefactos do golfe, e que se sabe restringir, de um modo geral, às fronteiras (ainda que muito alargadas) do bom senso.
No entanto, há limites para tudo…
E se no último domingo, em Alvalade, o público da casa desatou em ovação quando Fábio Júnior fez o golo da Naval que ditaria a oitava derrota do Sporting no campeonato de 2009/2010, a situação não revela masoquismo nem, muito menos, nenhuma semelhança com os eventos do Estádio Olímpico de Roma, pela simples razão de que a Naval, ao contrário do Inter, não está a lutar pelo título. Os sportinguistas, na verdade, nem sequer estavam a celebrar o golo de Fábio Junior que, por coincidência aconteceu no mesmo minuto em que, no Estádio do Dragão, Farías desempatava a favor do FC Porto o jogo contra o Benfica.
Compreenda-se o espírito sportinguista do instante. A eventualidade de terem de abandonar o seu estádio e de regressar a casa por entre a algazarra benfiquista em festa seria mais difícil de suportar do que todos os engulhos da época, incluindo os discursos do presidente Bettencourt.
E foi com este espírito que os sportinguistas, sem nada de seu para festejar, celebraram com justa emoção e não menor alívio o terceiro golo do FC Porto e o golo solitário do Sporting de Braga.
Nenhum benfiquista lhes pode levar a mal. Se fosse ao contrário, passar-se-ia exactamente a mesma coisa.
São as grandezas e as pequenezas do momento e de cada um.
E que bom é não estarmos nós no momento das pequenezas.
DI MARÍA terá feito no Porto o seu último jogo com a camisola do Benfica. É uma pena vê-lo partir. E é uma pena não o vermos jogar no domingo contra o Rio Ave. No jogo com o FC Porto o jovem argentino esteve sempre muito bem. Atirou uma bola à trave com grande estrondo e, minutos depois, caíram-lhe dois adversários em cima e mandaram-no ao chão. Di María levantou os braços em sinal de protesto e o árbitro despachou-o logo com um cartão amarelo por «protestos». Foi uma grande noite para Olegário Benquerença que fica para a história como o malandro que teve o desplante de expulsar Fucile.
(Leonor Pinhão, in A Bola)
Subscrever:
Mensagens (Atom)









