segunda-feira, 12 de abril de 2010

Embora não goste dele

Aqui está uma crónica em que concordo com este autor. Acho que é a primeira!

Uma das primeiras coisas que se aprende no Direito, mas os leigos também têm essa percepção, é de que as leis são gerais e abstractas, isto é, dirigem-se a uma generalidade de pessoas e são aplicáveis a um número indeterminado de casos. Quando este princípio não é respeitado na elaboração de um regulamento que, pela sua natureza, deve ser geral e abstracto, normalmente produz maus resultados.
Vem isto a propósito da suspensão preventiva por tempo indeterminado aplicada aos jogadores do FC Porto, arguidos no famoso (e tristemente famoso) processo do túnel. Segundo consta, esta norma teria surgido por proposta daquele clube, o que causou perplexidade. E mais perplexidade causou o facto de, no recurso para o CJ da FPF, se ter alegado inconstitucionalidade, "por violação do direito ao trabalho como direito de natureza análoga a um direito fundamental, previsto nos arts. 47º e 58º da CRP".
Porém, não me causa perplexidade a eventual inconstitucionalidade de tal norma, pois amiúde se constata a inconstitucionalidade de normas aprovadas pela Assembleia da República, por vezes de forma evidente. Veja-se o caso do Estatuto dos Açores. São casos de obsessão política com determinados objectivos que fazem esquecer o direito. Há leis que se não podem, nem devem, "negociar".
O que me interrogo, no caso referido, é o que se pretendeu atingir em concreto com aquela proposta, e quais os bastidores feitos para que ela fosse aprovada em assembleia. Então os clubes não viram, ou não sabem, que ela um dia lhes poderia ser aplicada?
A essa não assisti, mas, há mais de dez anos, quando andava pelas assembleias da Liga, o major Valentim Loureiro apresentou uma proposta da União de Leiria que, perante uma possível descida de divisão, e, na tentativa de a evitar, pretendia alargar o número de inscrições de jogadores, para poder contratar mais. Isto, numa altura da época em que as normas só podiam ser alteradas para vigorar na época seguinte, a menos que houvesse unanimidade dos clubes.
Sabia que tinha havido conversas com os diversos clubes e tudo parecia encaminhado para a aprovação. Mas como eu não tinha feito parte dessas negociações, interrogava-me intrigado o que poderia levar um clube que, eventualmente, descesse em vez da União de Leiria, a não se opor, desde logo, à discussão. Pedi a palavra, em nome do Sporting, e desde logo declarei que o Sporting votaria contra, inviabilizando a unanimidade e a a necessidade de discussão.
Julgo que este caso concreto é elucidativo da forma e do modo como se elaboram, por vezes, os regulamentos - com um objectivo concreto, embora camuflado. Acontece que, quando se negoceia uma lei, sem objectivos de generalidade e abstracção, "o feitiço vira-se contra o feiticeiro"!
Pensarão os meus caros leitores, que a minha conclusão é - bem feito ! Mas, enganam-se! É, simplesmente, ... triste!...
(DIAS FERREIRA, Record)

domingo, 11 de abril de 2010

A crónica do impagável R.A.P.

Passaram já mais de 15 dias sobre a final da Taça da Liga e não há ainda notícia de castigos para os jogadores do Benfica. Conforme foi noticiado, os stewards contratados pela Liga de Clubes para, no entender da Comissão de Disciplina da Liga, zelarem pela segurança no estádio e, no entender do Conselho de Justiça da Federação, assistirem ao jogo a partir do túnel, pertenciam à empresa de segurança que patrocina o Braga.
Ora, um patrocinador tem um interesse objectivo em que a equipa que patrocina seja campeã, pelo que estavam reunidas condições para uma tenebrosa armadilha cujo resultado inevitável seria o castigo prolongado de futebolistas do Benfica que tivessem na manobra da equipa o peso equivalente ao de, por exemplo, Sapunaru no Porto. Um drama. Nesse caso, por que razão não foi organizada uma vigília antes da final? Por que motivo não houve ninguém, da parte do Benfica, que denunciasse a pérfida cilada? Porque todos sabíamos que, mesmo que os jogadores do Benfica ouvissem provocações ultrajantes do calibre de um «vão lá para dentro», ou um ainda mais infame «voltem lá para cima», iriam adoptar uma estratégia — manhosa, admito — para não serem castigados. Essa estratégia matreira é (e espero que os leitores mais sensíveis não fiquem chocados com a indignidade da marosca): não agredir stewards. Trata-se de um comportamento que, beneficiando embora o clube de que sou adepto, não tenho quaisquer dúvidas em condenar — desde logo por ser indigno de um bom chefe de família. Mas é assim, de astúcia vil em astúcia vil, que a equipa do Benfica se vai esquivando das punições.
POR causa de um penálti inventado, o Braga conseguiu ficar temporariamente a três pontos do Benfica, que tinha dias depois uma deslocação difícil e vai jogar ainda contra Sporting e Porto. 
Quem beneficiou com aquele penálti? O Braga? Claro que não. Segundo já li e ouvi, o beneficiado foi o Benfica. Quem beneficiou com os castigos de Vandinho e Mossoró? Os clubes que seguem atrás do Braga e dependem de terceiros para o ultrapassar? Claro que não. Segundo li e ouvi durante meses, o beneficiado foi o Benfica. Em resumo, quando o Braga é beneficiado, o Benfica beneficia; quando o Braga é prejudicado, o Benfica beneficia. Deve ser a isto que chamam o andor.
Quando Rentería se encontrou em Lisboa com um elemento da equipa técnica do Benfica para lhe pedir um favor, Domingos resolveu prevenir-se tirando a titularidade ao jogador. As palavras exactas do treinador do Braga foram: «Antes do jogo tive de lhe comunicar que ele não ia jogar para o proteger, não fosse ele escorregar dentro da área e fazer um penálti, quando os colegas, umas horas antes do jogo, o viram junto de um elemento que toda a gente sabe quem é.» Foi excesso de zelo. Na semana passada, Rentería escorregou dentro da área, fez um penálti e os colegas adoraram.
Raras vezes se terá colocado um dilema filosófico tão intrincado: quem se está a beneficiar quando se assinala um penálti inexistente sobre Rentería? O Braga, que é o clube em que ele joga? Ou o Porto, que é o clube a que pertence? Se o Rentería cair na floresta e não estiver lá ninguém para ouvir, fará barulho? Não sei, mas será penálti de certeza. Tanta choradeira por causa das quedas de Aimar, Di María e Saviola e afinal o jogador que beneficiou do penálti mais escandaloso do campeonato joga no Braga e pertence ao Porto. A realidade prega partidas giras.
Envergonho-me de não ter acreditado em Jesus quando o contrataram. Fui como São Tomé: tive de ver as chagas para acreditar. Neste caso, as chagas que Jesus inflige nos adversários. Jorge Jesus já venceu a Taça da Liga, cilindrando Sporting e Porto, mas também ofereceu a sportinguistas e portistas a maior vitória que tiveram esta temporada: a derrota do Benfica por 4-1 com o Liverpool. É um técnico que agrada a todos, portanto. Eu, como é evidente, não gostei da derrota. Ao fim de cerca de 30 jogos sem perder, já não me lembrava de como era. Continua a ser desagradável. Mas Jesus continua a ser Jesus, e este Benfica continua a ser o Benfica mais parecido com o que o Benfica nunca devia ter deixado de ser.

Vólei entra com o pé direito

A equipa sénior masculina do Benfica iniciou da melhor forma a final do campeonato nacional de voleibol ao triunfar em Espinho, frente ao Sporting local, actual detentor do título, por 3-2, com os parciais de 26-24, 26-24, 23-25, 19-25 e 15-9.
Confesso que depois da derrota na final da Taça de Portugal, em que era favorito, frente ao Castêlo da Maia, fiquei apreensivo, mas hoje deram a melhor resposta possível. Claro que face a uma equipa experiente como é o Sporting de Espinho nada está ganho mas esta vitória moraliza muito.
O próximo jogo será na Luz.

sábado, 10 de abril de 2010

Declarações imbecis

O presidente do clube corrupto, numa Casa do clube, proferiu declarações imbecis, que aliás não são de estranhar.
Para quem não leu, aqui vos deixo um excerto:
"Este ano perdemos a oportunidade de ganhar duas provas que nunca mais vamos ter: a Taça Carlsberg porque acabou; e o campeonato dos túneis porque não vamos voltar a cair em esparrelas daquelas. Vão ter que inventar coisas muito mais sofisticadas para nos abater porque vamos estar atentos e unidos e mostrar desde início que no campo somos melhores, que contratamos os melhores jogadores e nem precisamos de fazer com que os outros fiquem privados de jogadores. Com a verticalidade com que o FC Porto sempre venceu, vamos continuar o nosso caminho".
E mais, "Este campeonato é especial e não vai ganhar quem devia. Nós não merecemos nem o vamos ganhar. Também não devia ser Braga, mas pela fantástica obra que fez o Alberto João Jardim, construindo túneis e mais túneis no meio das montanhas, o campeonato devia ser para um clube da Madeira".
Não vai ganhar quem devia??? E nos anos anteriores, ganhou quem devia corrupto?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não consigo gostar deste gajo!

O "mentiroso" Rúben Micael foi hoje visitar uma escola e saíu-se com esta, "Quando deixar de jogar futebol gostaria de ser treinador. Este futebol aqui (escola Dragon Force) é muito diferente do futebol de rua onde comecei. Na rua, aprendemos muita coisa e é pena esse futebol estar a acabar".
Que nunca passe pelo Benfica, como jogador ou técnico, é o que lhe desejo!

Merece ser lido

O blog benfiquista BIMBOLAGARTADA (do meu amigo Joseph Lemos) publicou um post na sequência do meu anterior e que merece ser lido!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Falidos mas distribuindo lucros!

A notícia de hoje do Record seria de deixar qualquer um boquiaberto se já não soubéssemos o que aquela casa gasta.
Se aquela SAD não apresenta lucros, antes pelo contrário, como podem distribuí-los pelos presidente e administradores da mesma?
Pelo que temos lido, felizmente para o público a CMVM obriga a divulgação das contas, as contas naquela instituição corrupta não andam de boa saúde, apesar das significativas receitas auferidas com a venda de jogadores hiper-valorizados e com a Liga dos Campeões.
Se o presidente e os administradores não auferissem comissões pelas vendas e remunerações pelas vitórias nas competições, certamente as contas seriam diferentes. Assim se compreende a desorientação e o pânico com a eventual não qualificação para a próxima edição da Liga dos Campeões. A teta seca!
Talvez por isso, mas não só, parecem ter garantido, para substituir o Profe Juju, um tal de Choramingas Paciência. Embora, por precaução tenham Villas-Boas de reserva. Certamente para colocarem em Braga para o amigo Salbador não se queixar. Depois disto e das lamentações do Profe Juju após o jogo da última jornada em que pela primeira vez questionou uma arbitragem que favoreceu o Braga se vê que a vida para os minhotos daqui para a frente talvez se torne difícil. Antes, só questionava as do Benfica. Porque seria?
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