domingo, 7 de fevereiro de 2010

Máquina infernal

Para esquecer um pouco o jogo de ontem, vamos valorizar o que já foi feito!
Deixo-vos com uma bela crónica da autoria de Rui Óscar, publicada no Record.

Cinquenta golos em 18 jogos de campeonato (média de 2,77), nos dias que correm, é uma produção a todos os títulos extraordinária. O Benfica cometeu-a, sob a orientação de Jorge Jesus.
A proeza percebe-se melhor se recordarmos que o último Benfica campeão, em 2005, fez 51 golos. Ou se compararmos com as outras equipas do campeonato: excluindo o FC Porto (35), o melhor que a concorrência fez foi metade (só o Marítimo) dos golos dos encarnados.
A explicação para feitos desta grandeza nunca pode ser encontrada apenas num aspeto dos inúmeros que concorrem para o êxito de uma equipa. A produção da dupla Saviola-Cardozo (com 26 golos são a 3.ª "equipa" mais concretizadora da Liga, atrás do Benfica e do FC Porto) está, obviamente, na primeira linha dos motivos. Sobretudo o rendimento do argentino que potenciou o rendimento de toda a manobra ofensiva.
Mas é de elementar justiça destacar o grande arquiteto desta obra: Jorge Jesus. À sua maneira, com um estilo negligé e, até, pouco ortodoxo, Jesus fez renascer o gosto de ver futebol e, por exemplo, levou quase 35 mil espectadores à Luz numa noite fria de 4.ª feira. Impensável há meia dúzia de meses...

Javi Garcia pode ir ao Mundial

Quem o admite é o seleccionador espanhol Vicente Del Bosque.
Durante o sorteio do Euro 2012, Del Bosque admitiu conhecer bem Javi Garcia e está muito atento, reconhecendo-lhe capacidade para estar no Mundial.
Portanto, agora só depende do JAVI, basta que continue o seu belo trabalho que está a maravilhar os benfiquistas.
Força JAVI!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Sporting vai por bom caminho, vai

Luís Filipe Vieira disse que José Eduardo Bettencourt se comprometeu a ceder 30% dos bilhetes do jogo da próxima 3ª feira em Alvalade a contar para a Taça da Liga, como contrapartida da aceitação pelo Benfica da alteração da data do jogo.
De Alvalade negam. Mas o curioso é que o sr. JEB ainda não deu a cara. Se não é verdade como diz uma "fonte" leonina citada hoje no Record porque motivo o principal visado na acusação não diz nada?
Estranho, não é? E depois ainda acusam o Benfica de desestabilizar o futebol português!!!
Andamos a brincar.
Temos de dar uma lição a esses meninos na 3ª feira.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sumaríssimo de Javi Garcia sem suporte legal

Para que seja instaurado um processo sumaríssimo é preciso que o lance tenha ocorrido fora do alcance de visão do árbitro. O que não foi o caso, senão vejam.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O JEB é um aldrabão

É bem feito para não acreditarmos nesses lagartos!
"O presidente do Sporting aceitou ceder ao Benfica 30 por cento da lotação do estádio, como contrapartida para a antecipação do jogo, mas faltou à palavra", disse à Agência Lusa uma fonte da SAD do Benfica.
Na sua edição de hoje, o jornal Record noticiou que Bettencourt se comprometeu a ceder apenas 10 por cento, ou seja, o dobro da percentagem prevista no regulamento (5 por cento).
Segundo a mesma fonte, foi o presidente do Sporting a pedir a Luís Filipe Vieira a antecipação do 'derby' das meias-finais da Taça da Liga. "O presidente do Benfica respondeu-lhe que a única maneira de justificar a antecipação, atendendo aos interesses do nosso adversário e ao nosso próprio calendário, seria o Sporting dar 30 por cento da lotação do estádio para sócios e adeptos do Benfica", sublinhou.
A mesma fonte da Luz refere que o presidente do clube de Alvalade "vem agora resguardar-se e faltar à palavra e ao pressuposto que levou o Benfica a aceitar a antecipação", e lembra que a equipa da Luz "tem vindo a jogar consecutivamente ao sábado e à quarta-feira", como voltaria a acontecer na próxima semana "caso não tivesse acedido ao pedido do Sporting".
"Não venha agora dizer que se comprometeu a dar o dobro da percentagem prevista nos regulamentos, quando assumiu que daria 30 por cento da lotação", reiterou o mesmo elemento da SAD do Benfica, que revelou ter o clube recebido quarta-feira 6000 bilhetes enviados de Alvalade, correspondentes a sensivelmente 12 por cento dos cerca de 50 000 lugares.
O clube nega ainda que na conversa entre Luís Filipe Vieira e José Eduardo Bettencourt, essa hipótese tivesse sido aflorada: "Não é verdade que o presidente do Sporting tenha proposto, em algum momento, ceder 10 por cento da lotação do estádio".
Em face da "quebra de palavra" de José Eduardo Bettencourt, o Benfica diz limitar-se "a registar a atitude", visto que "nada mais pode fazer".
(Fonte SAPO Desporto)

O antidepressivo

Só mesmo o Sporting é capaz de animar um clube deprimidíssimo com a demissão de Fernando Gomes, o castigo a Bruno Alves, e a contratação falhada de Kléber. É natural, portanto, que nos próximos dias os responsáveis do FC Porto exibam uma injustificada euforia e sensação de bem-estar: é sinal de que estão ainda sob o conhecido efeito antidepressivo de uma vitória sobre o Sporting. O Bayern de Munique da época passada que o diga - depois dos 12 a 1 das duas mãos, acabou humilhado pelo Barcelona e falhou o título nacional. Tal como muitas substâncias psicotrópicas, as goleadas ao clube de Alvalade escondem muita coisa. Depois, o efeito passa rapidamente. É nessa altura que uma vitória sobre o Sporting já não chega; têm que ser duas, para se obter a mesma sensação. Se um clube não tem cuidado, acaba a bater à porta da Academia de Alcochete, a mendigar quadrangulares de pré-temporada...


(Miguel Góis, in Record)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A desorganização do Império da corrupção

OUVI, ontem, voz identificada com o universo portista, dizer que não é a primeira vez que se depara o fracasso ao emblema do dragão em processo negocial de aquisição ou cedência de jogadores. Isso verifica-se, por não ser possível prever sempre os comportamentos, nem controlar os interesses envolvidos, de aí que nenhum escândalo emane pelo simples facto de Kléber não se ter sentido suficientemente entusiasmado, nos números e nos objectivos, presumo, para aceitar o que lhe foi proposto. Intrigante, sim, terá sido o modo como tudo foi tratado, sem a segurança e a discrição que têm funcionado como bandeira de apreciada e sólida organização, principalmente ao nível da eficácia. Neste sentido, a preocupação da voz incide sobre outro deslize, mais grave do que a falha da contratação, o de não se ter resguardado da opinião pública o insucesso da operação. Este sim, pecado sem direito a remissão, por se captar através dele mais um sinal prenunciador da iminência de derrocada de um império que ao longo dos anos tem transformado o segredo em principal fonte energética para a sua sobrevivência. Na verdade, algo de misterioso acontece. Sucedem-se as incoerências, as distracções e as roturas a ritmo diabólico, faltando saber se é essa tempestade na cúpula a contribuir para o período de menos fulgor futebolístico ou se é a insuficiente resposta que tem sido dada face aos melhores rendimentos de Braga e Benfica que está a provocar uma discussão de comadres na administração e zonas envolventes com o perigo de, no meio de tamanho rebuliço, se descobrirem algumas verdades…
Numa sociedade que só aprendeu a viver em circuito fechado, devem ser fortíssimos os fundamentos que conduziram ao pedido de demissão de Fernando Gomes, de aí duvidar que qualquer explicação séria consiga resumir-se a uma recusa na aceitação de gastos suplementares e não previstos com contratações que a suprema autoridade presidencial, com a prosápia habitual, declarara desnecessários.

«Podemos estar descansados e dizer que não precisamos de ir ao mercado para retocarmos uma equipa que foi pensada correctamente para toda a época» (frase com mês e meio de vida).

Erro de avaliação imperdoável, com medição incorrecta da capacidade competitiva de Braga e principalmente, de Benfica.

«Não contrato jogadores para mim ou por pura diversão. E como Jesualdo Ferreira não me pediu reforços, não vejo porque haveria eu de os contratar» (frase com mês e três dias de vida).

Jesualdo tem ficado todos os anos sem as peças mais importantes do plantel, Pepe, Paulo Assunção, Bosingwa, Ricardo Quaresma e, esta época, Lisandro López e Lucho González, e nunca se lamentou, começando de novo, até agora, com notáveis resultados. Portanto, das duas uma, ou alguém se sobrepôs ao presidente e ao treinador, promovendo as operações de compra e venda sem dar cavaco, ou Jesualdo disse que não ao chefe e que sim a algum subalterno influente.

Voltando a Fernando Gomes, pessoa que me garantem muito respeitada junto das instituições financeiras, não sei se ficou mais incomodado por, eventualmente, ter visto atropelada a sua política de contenção ou se por ter visto o seu nome envolvido nas escutas, naquele diálogo com um empresário que lhe falou em deusas, em pedidos de bilhetes e em outras indecências. Essas promiscuidades podem alimentar o modo de vida de uns, mas não têm cabimento na de outros. No futebol não há santos, mas continua a haver princípios e valores que resistem a todos os maus tratos.

PS. Outro segredo que se esboroa: há sinais de desassossego no balneário do FC Porto. Muita preocupação em desvalorizar o que se observou no túnel da Luz através dos defensores do regime e nenhum cuidado em controlar as cenas do quotidiano azul-e-branco. Bruno Alves e Raul Meireles ficaram de fora da convocatória para o jogo com o Sporting. Um por opção, outro por lesão... Ou será que exorbitaram as suas competências? Se sim, com o apoio de quem?

Depois de ver um jornalista ser agredido em directo, em pleno relvado das Antas, vou surpreender-me com quê? Mas há quem tenha a memória curtinha…

(Fernando Guerra, A BOLA)
Com os meus agradecimentos ao SLBenfica Crónicas & Imagens
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