domingo, 27 de dezembro de 2009

Realmente não dá para entender

Não dá para entender o que está a acontecer com os nossos vizinhos da segunda circular.
No defeso não tinham dinheiro, não contrataram ninguém. Aliás, contrataram dois flops, um por empréstimo (Caicedo), o outro livre (Angulo)!
Agora quando o título já é uma miragem, correm atrás do prejuízo e já gastaram 8 milhões com dois jogadores, um deles suplente do Atlético de Madrid.
Não só não dá para entender o timing das contratações como onde foram descobrir o dinheiro.
Palpita-me que copiaram o Benfica que tanto criticaram!

Eles estão preocupados e reconhecem!

A maior prenda para 2010 que o F.C. Porto, enquanto clube e instituição pode oferecer a si mesmo, e por inerência aos seus adeptos, é uma dose excepcional de clarividência. Pelas razões que se seguem.

É oficial: Este ano temos adversário. Esqueçam as cantigas de embalar com que durante anos a imprensa brindou os adeptos Benfiquistas e que nós tanto agradecemos. Vem em todos os manuais clássicos de estratégia militar: “Numa guerra, não há melhor artifício do que ludibriar o adversário”. Se se tratar de um adversário que se ludibria a si mesmo, então é mais de meio caminho andado para a derrota. Foi assim o Benfica durante anos a fio, confiantes no início de cada temporada da sua inequívoca superioridade, como se esta fosse algo de inerente e intrínseco à sua condição, e olhando para o Porto de soslaio, sem se aperceber da pequenez do seu gesto (e consequentemente, do seu comportamento dentro e fora dos relvados).

Decidiram este ano apostar as fichas todas e estão a recolher os seus dividendos. Despertaram a sua imensa massa adepta da inércia em que havia mergulhado e estão decididos a tomar de assalto todos os relvados deste País. Este é o cenário com que nos deparamos, e é com ele que teremos e conviver até ao fim. Tudo isto pode constituir para os adversários motivo de apreensão e até de alguma inveja pelas proporções da onda de entusiasmo que se gerou - apoiada também no futebol que a sua equipa vem praticando.
Pois bem, é precisamente aqui que terá de entrar a clarividência que referi no início da crónica. Porque aqui (quase) nada é o que parece, e os factos supra-citados, sendo impressionantes, nunca poderão constituir referência para um clube como o Porto. Porquê? Simples, jamais se serviu deles…

O Porto construiu todo o seu sucesso tendo como base a profissionalização que atingiu o clube de alto a baixo e uma estrutura que se vem mantendo inalterável desde os primórdios da dupla Pinto da Costa-Pedroto. É gerido por pessoas reconhecidamente competentes para a função e todo o Treinador que lá põe os pés sabe que possui as condições necessárias para singrar. No balneário existe um código de conduta a que todos se submetem. E pelo menos um jogador a simbolizá-lo. É daí que advém a chamada Mística Azul e Branca. Uma forma de conceber o futebol que não é palpável mas cuja força se repercute em conquistas; foi ela que nas últimas décadas mobilizou o Norte (e não só…) e nos conduziu à vitória.

Enquanto que um clube como o Benfica se serve naturalmente da sua massa adepta como fonte de alimentação e factor de dinamização (ou seja, o fluxo de energia vem de fora para dentro do clube), já com o Porto sempre ocorreu o contrário, tendo o clube conseguido por méritos próprios tornar-se uma “máquina” capaz de alimentar o ego dos seus adeptos à base de títulos e mais títulos (ou seja, o fluxo vai do clube para os adeptos e daí regressando novamente – e fortalecido - ao clube, numa sinergia perfeita). Em 30 anos, o Porto tornou-se um dos melhores clubes do Mundo e nós adeptos – eternos insatisfeitos como há poços - sabemos o papel que também desempenhámos nisso. Cada um vive segundo a sua realidade e pelas suas regras.
A medida da euforia das gentes Benfiquistas não é mais do que a medida real da sua fome, depois de tantos anos a venderem-lhes gato por lebre. Olhamos para eles e estranhamos tais comportamentos (até porque eles ainda nada ganharam!). Eu sou um Portista, Tetra-Campeão - como todos- e que cresceu na era da abundância – como muitos – e já não pertenço à geração dos que assistiram ao calvário de quase 20 anos sem ser Campeão, mas sempre que passo os olhos por uma fotografia desse dia que pôs termo a 2 décadas de jejum e olho para as expressões de jogadores, treinador e dirigentes vejo algo de mágico: O recuperar da ilusão, como que a celebrar o fim de um pesadelo e a crença num futuro diferente (estavam todos eles ainda longe de imaginar quanto…).

Desconheço se algum adepto Benfiquista irá ler estas linhas, mas a acontecer, deixo-lhe uma mensagem: Aproveitem este estado de graça, porque nós Portistas já passamos por isso tudo e estamos bem à vossa frente. Vocês ainda estão a tentar escalar a montanha enquanto nós lutamos para nos mantermos no topo ano após ano. Ganhámos esse direito e não há segredo na receita: muito trabalho e espírito de sacrifício. Foi assim que o F.C.Porto se tornou num Clube de referência, exemplo de competitividade e gestão, e Case-Study no panorama do Futebol Europeu.
Faço por isso um apelo ao bom-senso de todos os Portistas. Mais importante do que andarmos a colocar em causa a planificação desta temporada ou argumentar sobre se deveríamos atacar no mercado de Inverno jogador A, B ou C, o momento é de confiar nas pessoas que detêm o poder de decisão (mereceram esse crédito, e fizeram-no à custa de vitórias) e quiçá aceitar que, após épocas a fio a perdermos os melhores jogadores talvez necessitemos finalmente de uma temporada de transição. Quer isso dizer que este campeonato é descartável? Claro que não! Aliás, impedirmos que o Benfica vença este Campeonato seria um golpe incomensurável maior do que muitos imaginam. Mais até do que a conquista do segundo Penta da nossa história, iria deixar um adversário directo e crónico candidato ao título de rastos.

Deixemo-nos de meias palavras: Depois do esforço efectuado no início da temporada para tornar a equipa competitiva (e que obrigou a que ainda à uns dias aprovassem um aumento de capital para que o clube saísse da situação de falência técnica), se o Benfica falhar este ano ninguém poderá vaticinar as consequências.

Já o Porto tem um rumo e um modelo devidamente sustentado do qual não se pode ou deve distanciar. Podemos até estar mais irregulares do que noutros anos, mas é precisamente quando mais a tomam por fraca que as nossas equipas melhor respondem.

Como é bom acordar na alvorada de cada Campeonato e saber que o meu Clube já nada tem a provar e tudo para conquistar. No início era a fome… agora é o vício! Não o troco por nada.
(In blog "a mística azul")

Como puderam ler neste post dum portista, diria consciente apesar duns pequenos delírios, ele vem alertar os demais da nossa força esta época e da necessidade de ser impedida a todo o custo a nossa vitória para nos deixar na bancarrota! Já não é novidade para ninguém que temos de estar muito atentos!!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

A especulação continua

Aimar e Di Maria com caminho livre para deixar o Benfica ...
Era este o título dum "tweet" que li. Entro na notícia e abaixo daquele título, ... mas no final da época!
Pura especulação, apenas para atrair leitores.
Todos sabemos que Di Maria tem uma cláusula de rescisão estipulada em 40 milhões e que quase de certeza será negociado no final da época, não só por necessidade da SAD como porque será difícil prendê-lo uma vez que sempre disse que gostaria de tentar outro campeonato mais forte. Apesar de hoje dizer na BOLA que quer ser campeão e ficar muito tempo no clube.
Quanto a Aimar também se sabe que a Lázio anda(ou) interessada mas apesar de tudo, lesões, idade, tenho as minhas dúvidas se sairá.

Pela 1ª vez de acordo com Dias Ferreira

Agora as nomeações dos árbitros são feitas exclusivamente pela Comissão de Arbitragem - esta, ou semelhante, foi a afirmação feita por Vítor Pereira a um órgão de comunicação social. Ora, sendo da competência da Comissão de Arbitragem "designar os árbitros para os jogos das competições organizadas pela Liga", tal afirmação parece própria do "amigo banana", não justificando qualquer enfoque especial.

Porém, a colocação no início da frase do advérbio de tempo transforma a tal afirmação banal numa afirmação assassina de todas as comissões de arbitragem que precederam a liderada por Vítor Pereira, com excepção das que designavam os árbitros por sorteio, ainda que condicionado. E, mesmo relativamente a esse período, a afirmação só vem dar razão aos que defendiam e defendem a designação dos árbitros para os jogos da Liga por sorteio!
Na verdade, se, só agora, os árbitros são exclusivamente nomeados pela Comissão de Arbitragem, significa que, anteriormente, alguém mais "influenciava" essas nomeações. E, assim sendo - e fala quem já foi nomeado e agora nomeia - razão tinha quem optava e optou pelo sorteio.
Por outro lado, interrogo-me sobre a extensão do "agora"? Há uma semana não era assim? Há um mês? Há um ano? Ou antes de chegar ao poder o actual presidente da comissão? E interrogo-me, sobretudo, sobre o significado do silêncio corporativo?
Vítor Pereira, o humilde servidor da causa da arbitragem, aquele que adora um futebol de que outros não gostam, e que ficam em casa seguindo o seu sábio conselho, ficou muito ofendido com aqueles que o criticaram há algumas semanas, antes e depois do jogo, pela nomeação de Duarte Gomes, mas apenas fez queixinhas relativamente àqueles contra os quais poderia ser usado um regulamento ridículo nessa matéria. Com efeito, fizeram-se então na comunicação social diversas considerações achincalhantes para o autor e defensor daquela nomeação, sem merecer qualquer reparo!...
Verifico assim, e agora, que a falta de bom senso daquela nomeação, é da exclusiva responsabilidade da comissão de arbitragem, e do seu presidente. E lamento que uma qualquer influência não tenha feito imperar esse mesmo bom senso. Mas agora é assim: Vítor Pereira e seus pares é que nomeiam sem qualquer influência, seja de que natureza for!...
Agora sim, agora estou tranquilo e sereno, como aliás é próprio da quadra que se atravessa. Agora acredito na verdade desportiva; não necessito dos meios tecnológicos, nem de sorteios para a designação dos árbitros. Agora olho para o humilde Menino deitado nas palhinhas e esqueço-me da vaidade de certas pessoas. E agora que sei que as nomeações são exclusivamente da Comissão de Arbitragem, agora até voltei a acreditar no Pai Natal! Agora?!
(Dias Ferreira, in Record)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Futebol do Benfica de parabéns (em todos os escalões)

O futebol do Benfica está de parabéns e não só a equipa de séniores.
Como todos sabem, estamos empatados com o Braga na liderança da Liga Sagres quando falta apenas uma jornada para terminar a 1ª volta. Mas as outras categorias também estão de parabéns.
Vejamos:
Os júniores comandam isolados a Zona Sul do respectivo campeonato com 44 pontos, mais 3 que o Sporting que é 2º.
Até agora: 17 jogos, 14 vitórias, 2 empates (U. Leiria e Sporting) e 1 derrota (Belenenses). Em golos, 59-7.
Os juvenis A comandam a Série C do campeonato da categoria com 42 pontos, mais 2 que o Sporting que é 2º.
Até agora: 15 jogos, 14 vitórias e 1 derrota (Sporting). Em golos, 53-10.
Os iniciados A estão na liderança da Série E, embora em igualdade pontual com o Sporting, 39 pontos.
Até agora: 14 jogos, 13 vitórias e 1 derrota (Belenenses). Em golos, 67-7.
Isto vem provar que finalmente, desde há uns anos a esta parte se está a trabalhar bem na formação e os frutos começam a aparecer, não só em títulos mas sobretudo em promessas para o futuro.
Esta época temos alguns emprestados com muito valor, casos de Yartei, Leandro Pimenta, Miguel Rosa, David Simão, André Carvalhas, Ruben Lima, etc.

Afinal não é verdade que Queiroz não queria a Luz

Em declarações ao JOGO, o seleccionador nacional Carlos Queiroz diz que não é verdade que não quisesse jogar na Luz contra a Bósnia, no jogo do play-off.
Disse ainda que solicitou um desmentido ao Diário de Notícias que havia publicado a notícia mas que eles não o fizeram.
Quanto aos assobios que ouviu disse que não ficou magoado mas que não esquece.
Bom, ficamos sem saber bem o que quis dizer.
Se realmente sabe que a assobiadela teve a ver com a notícia que dava conta que preferia jogar no Dragão, sendo ela falsa, então porque motivo diz que não esquece?
Dúvida que só ele pode esclarecer!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O clássico - opinião

(Por: Miguel Góis - Gato Fedorento, in Record)
Em jeito de balanço, o ano de 2009 proporcionou-nos momentos futebolísticos inesquecíveis. O que é notável é que, nesta altura, tenho a sensação de que todos eles tiveram lugar durante os 90 minutos do último Benfica-FC Porto. É verdade que haveria muito a dizer sobre este jogo. Mas prometi a mim mesmo que não entraria em polémicas sobre a arbitragem de Lucílio Baptista. Ainda que me faça alguma confusão, por exemplo, os portistas defenderem que o remate de Javi García na direção de Falcão é um comportamento antidesportivo, e o remate de Hulk aos 40 diretamente para os espectadores do Terceiro Anel não o é. Afinal, em que ficamos?
De resto, só descortino um momento em que o árbitro prejudicou claramente a equipa azul e branca - foi quando apitou para o fim do jogo, no preciso momento em que o FC Porto se preparava para iniciar a sua primeira jogada com cabeça, tronco e membros. O futebol também é feito destas pequenas infelicidades. Outra fatalidade para FC Porto foi o facto de, numa noite em que a temperatura rondou os 6º, Jesualdo Ferreira ter sido o único a entrar no Estádio da Luz a tremer, mas sem ser de frio.
Dito isto, espero que, no final da partida, Luís Filipe Vieira tenha tido oportunidade de retribuir as simpáticas palavras de Pinto da Costa, aqui há uns meses, e lhe tenha agradecido a contratação de Falcão. Por seu lado, não me espantaria se Pinto da Costa se tivesse, por fim, compenetrado de que esta época dificilmente o FC Porto conseguirá lutar pelo título e que, por isso, tivesse telefonado já ao presidente do Braga a anunciar a intenção de, em Janeiro, emprestar ao clube minhoto Bruno Alves, Raul Meireles e Hulk. E não me admiraria nada que o presidente do Braga respondesse que é com imenso prazer que aceita Bruno Alves e Raul Meireles.

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